Romances Sobrenaturais- Loureiro: Edgar Allan Poe (6 livros)

domingo, 8 de novembro de 2015

Edgar Allan Poe (6 livros)



Obra completa de um dos principais escritores norte-americanos do século XIX, este volume traz, entre outros, seus contos de terror, viagens fantásticas, ensaios e o poema Corvo, um dos mais famosos de toda a literatura, em quadrinhos, com tradução de Machado de Assis.
 * * *
Esta coletânea reúne 13 contos de suspense de Edgar Allan Poe, o mestre das histórias de terror e um dos pioneiros do gênero policial.
* * *
Para se ter uma idéia precisa da influência de Edgar Allan Poe sobre os romances policiais e de mistério que tanto sucesso fariam a partir de meados do século XIX, basta dizer que, não fosse o conto “Assassinatos na rua Morgue” (1841), não haveria Sherlock Holmes (Conan Doyle, 1887), Hercule Poirot (Agatha Christie, 1920), Padre Brown (G. K. Chesterton, 1911), Don Isidro Parodi (Bioy Casares e J. L. Borges, 1950) e tantos outros detetives ou investigadores que até hoje encantam milhões de leitores. O personagem central deste conto, o francês Monsieur C. Auguste Dupin, poderia ser Sherlock Holmes e o narrador poderia ser o Dr. Watson. O fascinante personagem de Poe, através de um sistema próprio de dedução baseado na sua profunda capacidade de observação dos fatos, é capaz de ler os pensamentos do seu interlocutor e desvendar um dos mais intrincados e misteriosos casos de assassinato já enfrentado pela polícia francesa: o bárbaro duplo assassinato de mãe e filha num apartamento na rua Morgue. Meio século depois, Conan Doyle tomou emprestada a alma de Dupin para criar seu Sherlock. A partir daí o gênero caiu no gosto do público e os grandes personagens se multiplicaram. Esta edição contém os contos: “O demônio da perversidade”, “Hop-Frog ou Os oito orangotangos acorrentados”, “Os fatos que envolveram o caso de Mr. Valdemar”, “O gato preto”, “Nunca aposte sua cabeça com o Diabo” e “Assassinatos na rua Morgue”.
 * * *
Contos de imaginação e mistério apresenta 22 magníficas histórias de suspense, repletas de cenários lúgubres, clima sobrenatural e de horror. Narrativas célebres como “Os assassinatos da Rue Morgue” (sobre o mistério do brutal assassinato de duas mulheres em Paris, investigado e solucionado pelo detetive Dupin), “O poço e o pêndulo” (sobre um herege preso e torturado pela Inquisição) e “A queda da casa Usher” (o narrador, hóspede da lúgubre mansão, descreve a melancólica estranha decadência de uma família) estão ao lado de outras menos conhecidas ou citadas, mas nem por isso menos brilhantes: “Os fatos do caso do sr. Valdemar” (no qual o protagonista permanece hipnotizado enquanto morre, podendo assim “assistir” à própria morte), “Silêncio: uma fábula” (longo diálogo entre o demônio e o narrador) e “Leonizando” (narrativa de viés absurdo, em que a personagem é obcecada pelo estudo do nariz).
 * * *
Enquanto viveu, Edgar Allan Poe obteve seu maior sucesso com o conto "O escaravelho de ouro". Em uma ilha deserta na Carolina do Sul, o excêntrico William Legrand encontra uma nova espécie de inseto, um escaravelho dourado. Com a desoberta, Legrand, seu criado e um narrador sem nome sairão em busca do tesouro escondido. O coração da narrativa, o artifício que a fez famosa, é a minuciosa e fascinante descrição de uma mensagem criptografada. Poe (1809-1849) viveu pouco, enfrentou penúrias e catástrofes pessoais e morreu em circunstâncias misteriosas. Foi poeta, editor, crítico literário e um grande desbravador de gêneros. Seu legado para a literatura é como um tesouro infinito. Seus contos são pérolas macabras, góticas, burlescas, científicas e não menos aventurosas. Agarram o leitor pelo pescoço. Esta coletânea também inclui "O coração delator", "O sepultamento prematuro" e "O mistério de Marie Rogêt" - uma das três únicas narrativas protagonizadas pelo inspetor Dupin -, entre outras histórias arrebatadoras.
 * * *
Quem lê contos como “O coração delator” ou “O gato preto…” pode ser tomado pela sensação de que não há, na história em si, pontos fixos. De fato, poucos indicarão provas de que o personagem principal, aquele que nos conta a (sua) história, ou esteja nos apresentando um delírio, que confundiu com uma experiência sobrenatural, ou tenha sofrido, mesmo, uma experiência tão assombrosa, tão apavorante, que transtornou de vez seu juízo.
Essa incerteza é pura magia – magia literária -; coisa de mago, de fato. E é também o mais puro Edgar Allan Poe.
Inovador das histórias de terror, mestre e fonte principal do gótico romântico americano – e um dos principais autores do gênero na literatura mundial -, ele nos deixou contos poderosos e que influenciaram muitos outros escritores contemporâneos, como, aliás, é mencionado neste livro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário