Conheça Quentin Coldwater: um gênio precoce às vésperas de
entrar na faculdade. Como a maioria das pessoas, Quentin acreditava que a magia
não era algo real.Acreditava. Tudo muda quando ele é surpreendentemente
admitido em uma universidade – muito antiga, muito secreta, muito exclusiva –
de estudos mágicos, ao norte de Nova York. Após se esgueirar por um terreno
baldio do Brooklyn na tarde de inverno em que deveria ter feito sua entrevista
para entrar em Princeton, Quentin se vê, em pleno verão, no idílico campus da
misteriosa Brakebills. Ali – não antes de um difícil e cansativo exame de
admissão –, ele dá início a uma extensa e rigorosa iniciação ao universo
acadêmico da feitiçaria moderna ao mesmo tempo, descobre também os princípios
boêmios da vida universitária: amizades, amores, sexo e álcool. Um vislumbre da
vida adulta?Os anos de estudo passam rápido, mas algo não se encaixa. Mesmo
aprendendo a praticar feitiços, transformar-se em animais e ganhar poderes que
jamais imaginou existir, a magia não preenche o vazio que, no fundo, Quentin
sempre sentiu. Após a formatura, ele e seus amigos passam a dividir um
apartamento no coração de Manhattan. Dinheiro não é problema, e eles embarcam
num estilo de vida hedonista e sem propósito, pontuado por crises existenciais.
Uma incrível descoberta, no entanto, lança-os num projeto ambicioso, uma
jornada mágica que pode ser a resposta aos anseios de Quentin. Mas essa
expedição acaba tornando-se muito mais sombria e perigosa do que qualquer um
poderia imaginar. O sonho de infância revela-se um pesadelo que esconde uma
terrível verdade.Engraçado, irônico e deliciosamente inventivo, Os Magos, além
de um verdadeiro romance de formação, é um épico de magia e exploração de
outros mundos que expande os limites da ficção fantástica feita até aqui. Ao
imaginar a magia como algo presente no mundo real, praticada por pessoas reais
– com seus caprichos, emoções e desejos volúveis –, Lev Grossman presta tributo
ao fantástico presente nas histórias de C.S. Lewis, T.H. White, Neil Gaiman e J.K.
Rowling, mas constrói também seu próprio universo original, no qual a fronteira
entre o bem e o mal não é exatamente tão clara, amor e sexo não são nada
simples ou inocentes e conhecimento e poder têm um preço alto demais.
* * *
Passaram-se dois anos desde que Quentin Coldwater deixou o
nosso mundo para, ao lado de Eliot, Janet e Julia, assumir um dos quatro tronos
de Fillory, o reino mágico saído das páginas de uma adorada série de literatura
fantástica que, assim como a magia, ele descobriu ser algo bem real. Apesar de
a incursão anterior ao território filloriano ter sido trágica, ele agora
desfrutava de um reino em tempos de paz, cercado de todo o luxo que uma nobreza
real poderia oferecer e adorado por seus agradecidos súditos pagadores de
impostos. Como reclamar de um final feliz como esse? Quentin, no entanto, não
se sentia um herói. E achava que a aventura ainda não tinha acabado. Ele tinha
razão.Agora, exilado no mais tedioso e “não mágico” subúrbio do Brooklyn,
Quentin finalmente tem a chance de se tornar o herói que sempre desejou ser.
Mas logo fica claro que é da magia marginal de Julia, a amarga e reservada
Julia – aprendida nas ruas, longe da proteção dos professores de Brakebills e
sabe-se lá a que custo – que os dois dependem para voltar para casa e salvar
algo muito maior da ameaça que os colocou nesse apuro. Repleto de surpresas,
humor negro e um amor genuíno pelo gênero fantástico, O Rei Mago dá
continuidade à aventura iniciada em Os Magos – sucesso de público e de crítica
prestes a ser adaptado para uma série de TV. Os jovens magos de Lev Grossman,
irônicos, maldosos e ambíguos, dão mais um passo rumo ao sombrio mundo adulto
de escolhas e arrependimentos, mais perigoso que qualquer mundo de fantasia
jamais criado. Um lugar em que jornadas não implicam achar, mas transformar-se
em algo.











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