Macabro,
perturbador e emocionante, As coisas que perdemos no fogo reúne contos que usam
o medo e o terror para explorar várias dimensões da vida contemporânea. Em um
primeiro olhar, as doze narrativas do livro parecem surreais. No entanto,
depois de poucas frases, elas se mostram estranhamente familiares: é o cotidiano
transformado em pesadelo.
Personagens
e lugares aparentemente comuns ocultam um universo insólito: um menino
assassino, uma garota que arranca as unhas e os cílios na sala de aula,
adolescentes que fazem pactos sombrios, amigos que parecem destinados à morte,
mulheres que ateiam fogo em si mesmas como forma de protesto, casas
abandonadas, magia negra, mitos e superstições.
Uma das
escritoras mais corajosas e surpreendentes do século XXI, Mariana Enriquez dá
voz à geração nascida durante a ditadura militar na Argentina. Neste livro, ela
cria um universo povoado por pessoas comuns e seres socialmente invisíveis,
cujas existências sucumbem ao peso da culpa, da compaixão, da crueldade e da
simples convivência. O resultado é uma obra ao mesmo tempo estranha e familiar,
que questiona de forma penetrante e indelével o mundo em que vivemos.
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